DICAS PARA O CONSUMIDOR
Compras: aprendam como pagar
Em período de festas de fim de ano, o consumidor brasileiro participa ativamente da febre das compras. O comércio fica lotado e as ofertas e promoções também aumentam. Os comerciantes e fornecedores fazem de tudo para vender mais, e é aí que o consumidor tem a oportunidade de escolher como vai pagar.

Nesta hora o consumidor precisa saber o que está fazendo para não se complicar, e mais, precisa principalmente conhecer o caminho do que estão lhe oferecendo.

Várias são as modalidades de venda, mas a mais utilizada é a prazo ou pelo crediário que pode ser aberto mediante simples anotação, emissão de carnês, desconto em folha ou contra emissão de nota promissória ou cheque.

Nos casos mais comuns de crédito, prorroga-se ou raciona-se o pagamento do preço ou ainda, simplesmente, empresta-se o dinheiro.

A operação à vista é aquela onde tudo acontece imediatamente. O produto é pago no ato da compra ou da entrega.

Todo estabelecimento comercial que concede crédito ao consumidor exige uma garantia para fazê-lo, e é por isso que surgem as classificações de crédito pessoal e crédito real. No crédito pessoal, a garantia é a própria solvência do devedor e se dá através de cheques pré-datados e notas promissórias. A garantia real pode ser constituída por hipoteca de um bem móvel, ou tratando-se de bens móveis por um penhor.

Há também outras garantias como avalista ou fiança. O avalista comparece nos títulos de crédito como devedor solidário, e o fiador sempre comparece como devedor principal nos contratos de financiamentos ou de garantia.

O cheque pré-datado é a garantia de crédito mais utilizada no comércio atualmente. A loja se compromete a não descontar o cheque até a data estipulada pelo consumidor, mas é preciso saber que esta promessa não elimina os riscos para quem emitiu o cheque.

O consumidor precisa estar informado de que legalmente nada impede que o cheque pré-datado seja sacado fora da data combinada. Ele é um documento de ordem de pagamento à vista, e o banco, tendo saldo, é obrigado a pagá-lo quando for apresentado. Aquela frase “é bom para (um determinado dia)” não muda a história. O banco vai pagar do mesmo jeito. E se não houver dinheiro na conta, o cheque vai voltar e a situação para o consumidor ficará complicada. Isso porque, muitas empresas utilizam o factoring para garantir o capital de giro. Os cheques pré-datados são negociados por um custo menor do que o valor nominal. As empresas de factoring se comprometem com os empresários a não depositar os cheques antes data estipulada. Mas, os controles podem falhar, e aí azar do consumidor. O pior é que as garantias quanto às datas de apresentação são exclusivamente verbais, tanto por parte dos comerciantes como das empresas que fazem transações com cheques. Sendo assim, cuidado.
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